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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2009-12-31


Schießbefehl. Qualquer passagem tem um preço. Segismundo.

Referência

2009-12-30


remorse code. parte maldita, o amor dela cheira a terebintina e ela não gosta, mas queria gostar, sente que devia gostar, ou, pelo menos, gostava de não sentir-se incomodada. O Marquês.

Referência

2009-12-29


Escala de Ripley, iii. Alguém que se suicida para também matar o filho é exterminador? ou é predador? Segismundo.

Referência

2009-12-25


Escala de Ripley, ii. Às vezes um filho é um estrangeiro. Segismundo.

Referência



o erro e a pedra

# i
. para começar, nunca combina perfeitamente com a primeira vez. Edgar da Virgínia.

Referência



canção do filho da puta


© Dave Fleischer, Just a Gigolo, 1932.

Referência

2009-12-23


o amor em tempos de pressa. isto é um caso de fim e limite, um assunto de coito, não de antes. ele tentou-lhe uma carícia, algo que a dispersasse e o isentasse, mas ela evitou-o e, para ti, rapidinha e ejaculação precoce são uma e a mesma coisa, manteve o tom severo e a recriminação, porém não são. continuou assertiva, e não, não, isto não é uma observação sobre o limite de conceitos, sobre definiens e definiendum, é uma observação de medida, mais exactamente de dromologia. ele corou e, mas, Maria, eu sou deus, não sou o senhor de todos os hidráulicos, balbuciou uma alegação. ela permaneceu irredutível, até podes ser o Alfredo marceneiro ou o menino Jesus, não interessa. há coisas que são para demorar. não gosto de acelerados e celerados, o que é que queres que te faça?, não me convêm. cabisbaixo, sem defesa, eu não sou escrava da velocidade, não sou dromocrata. por isso, ele ouviu a sentença, comigo, aguentas, firme e sem pressa, ou escusas de vir. O Marquês.

Referência

2009-12-20


Táctica para matraquilhos e zero a zero de perder. O mister Jesualdo Ferreira é o mister Tomislav Ivić com o Guarín no plantel. Intendente G. Vico da Costa.

Referência

2009-12-18


melancolia zündapp

# xxxvi
. o fundamento do coração é agonístico, não é conciliador ou conquistador. Edgar da Virgínia.

Referência

2009-12-17


Página do livro dos googlemas. A senhora com número de identificação _________ e com morada (, isto, é o costume.
Isto, convento das assanhadas, é que é coisa séria. Mas não é aqui, aqui é mais danadas e menos convento. Segismundo.

Referência



Hora do caralho mais velho. Queres saber qual é o máximo da felicidade?, é quase acreditar que. Fodes-te na mesma, mas durante algum tempo, mesmo que por instantes apenas, não percebes o que te vai acontecer e admites que não vai acontecer-te o que irá acontecer-te. Durante esse intervalo és feliz. Depois voltas a ser quem és e para o que foste feito. Bruce Bílis

Referência

2009-12-16


Limite de velocidade. Qualquer regime político é configurado, portanto institucionalizado, para durar. As instituições são simultaneamente condição e caução da ordem, ordem que é nada menos nada mais do que uma disposição demorada e duradoura de corpos e relações entre corpos. O problema da ordem democrática hodierna é o efeito de catalisador dos processos suscitados por essa mesma ordem. Ou seja, o regime democrático sofre actualmente o efeito da aceleração que gerou. As instituições são lentas demais para conseguirem processar a velocidade dos suportes e das exigências dos gentios. Uns e outras mudam ou podem mudar muito rapidamente. Do que resulta que é pela dromocracia, não tanto pelo populismo e ainda menos pela ditadura, que a democracia está a ser ultrapassada. Nicky Florentino.

Referência



cerca de meia hora, iii. no escritório. está on, está a gravar. ela e ele arrumaram-se na cena, em posições diante da câmara. eu acho que temos de morrer, ela começou assim a declaração. agora?, ele inquietou-se, não nos podemos precipitar, a morte tem hora certa. ela insistiu, temos de morrer, ser breves na morte, só isso. ele preparou primeiro o corpo, preparou depois o agrafador. ficaram quietos e calados durante seis minutos. acho que já está na hora, na hora da nossa morte, estimou ela, cortando o silêncio. ele testou-a, tens a certeza?, e olhou para o relógio. ela confirmou, tenho, ao mesmo tempo que inclinou a cabeça para diante, até encontrar a fronte com a secretária. ele matou-a, não tanto com os agrafos vinte e quatro seis, normais, que mal penetraram no escalpe dela, quanto com a contundência das pancadas que desferiu. depois, constatando-a inanimada, recusou suicidar-se. virou-se para a câmara, procurou a hipótese de um grande plano e, já estás, disse, já está. O Marquês.

Referência

2009-12-15


As gajas são de um planeta diferente. O Francisco disserta sobre os estorninhos fêmea que, cobertos por cima com blusinha e pulôver, se incomodam com o frio. O Afonso disserta sobre a lógica do juízo dos gajos quando apreciam gajas, uma lógica elementar e simples para lidar com complicações. Segismundo.

Referência



Stormy weather cowboy. Por um motivo qualquer, não falta para aí quem julgue que, para além de matador, o frio é um animal estranho, que não pertence à fauna autóctone. Habituados a usarem o google para conhecerem as coisas distantes, muitos espantam-se quando o frio os enfrenta na rua. Não estão habilitados ou preparados para uma invisibilidade que obriga ao encolhimento, que empurra para entre paredes. Daí que se oiçam lamentos sobre melopeias, elegias pelo calor e pela temperatura amena que trazem as hordas para a rua, mas agora não, porque está frio. Parece que os elementos se revoltaram. Falam de aquecimento global e chega inesperadamente o frio. Miséria, tanto a intempérie quanto o espanto. A malta agora é feita para esperanças e certezas, coisas regulares, não está para sofrer raridades ou males pré-tecnológicos que vêm de longe, como o frio. O ar condicionado, o aquecimento central, isso é que é natural e sem surpresa. Carrega-se num botão, tempera-se termómetro para bater a fasquia dos vinteeum, vinteedois graus - lá em casa tem que ser sempre verão ou Brasil -, e o clima privado acontece. Já quase ninguém está preparado para ângulos diferentes, com graus mais baixos. Segismundo.

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2009-12-14


My life had stood a loaded gun. Ser através do tempo, que é como se é, é ser através do atraso imposto, que alguém impõe. Na melhor das hipóteses, na relação que é o tempo, alguém e outrem coincidem. Nas demais hipóteses é apenas fodido. O que é imposto é para ser pago. Segismundo.

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2009-12-11


Regras que nunca te dirão, v. Quem te disse que terás ou hás-de ser o assento de locus amœnus? Segismundo.

Referência



patagonia, mon amour

# i
.

o que é que interessa se há quem não aprecia o que digo ou faço? assumo que há gente assim, há gente para tudo. e daí? essa gente está no direito e nos direitos dela. mas o que interessa verdadeiramente é que tais direitos nada provam ou desabonam o que digo ou faço. digo o que digo e faço o que faço. e acontece que também tenho direitos e aprecio que os meus direitos sejam tão rasos quão rasos são os direitos de toda a gente. de outro modo talvez não fosse capaz de sentir o conforto da misantropia que exerço. Edgar da Virgínia.

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2009-12-10


Aproximação. Como explicar esta merda? A dúvida é o que está certo. É o que alcança mais cerca do que, como pensamento, palavra ou omissão, seja ou possa ser deus. Se deus não é assim está errado e enganado. Segismundo.

Referência

2009-12-09


Um problema político chamado massas, ii. A simpatia que se pode ter por um partido político está associada à relação que se percebe entre esse partido político e a responsabilidade que, por via do executivo ou da oposição, tenha no resultado da governação. Daí que aos gentios não sobrem muitas hipóteses para além da alienação, que conduz à desafeição ou ao rebanho, ou do juízo, que conduz à desilusão, ao descontentamento ou ao cinismo. Não obstante algum incómodo que possa relevar, os senhores agradecem. Em termos políticos a hipocrisa rende quase sempre, a ingratidão é que não. Nicky Florentino.

Referência



Um problema político chamado massas, i. Em situação democrática, governar é cada vez mais administrar insatisfações, gerir descontentamentos, acautelar e evitar ressentimentos. Dada a tendência, nenhum governo democrático pode ser bom ou melhorar. Nicky Florentino.

Referência

2009-12-08


Tweedledum and Tweedledee. Em situação democrática, bom não é que o governo seja bom - o mandato e o espectro de acção do governo são sob condição e limitados justamente porque não se crê que, por si, seja virtuoso -, mau é que as oposições sejam piores do que o governo e não consigam fazer com que ele seja melhor. Nicky Florentino.

Referência

2009-12-07


Regras que nunca te dirão, iv. Que o teu coração seja um loft. Não te preocupes com os cantos, a preocupação deve ser dos outros, tu estás (a jogar) em casa. Segismundo.

Referência

2009-12-04



Paolo Rossi que se foda. Interessa-lhe mais o espasmo do que o pasmo. Não ceder à melancolia, a nostalgia se foda, jamais ir com a raivinha. Ele diz o caralho, com o pormenor do artigo definido, e disserta sobre gramática e mundos que já não há. Sobretudo os mais novos não sabem o que distingue o sentido denotativo do sentido conotativo. Se mete o caralho pelo meio, julgam que tem a ver com conotativo. Pois tem, pois tem, mas não necessariamente. Também pode ter a ver com conação. Passa-se do dicionário para além de Piaget. Mas há quem prefira falar sobre Freud, ó Freud, a líbido. E sobre Lacan?, sobre Lacan não pode ser, soa a ministro, aquele lacónico, foda-se. Têm razão. E o sentido da vida?, pois claro, o sentido da vida, esse, exactamente esse, o da vidinha. Os outros querem assim, a ambição mal disfarçada sai-lhes dos modos. Se se deixasse, comportar-se-iam como suseranos. Gostam de mandar vir. Até que alguém diz vamos lá conversar um bocadinho. Ele cala-se. Conversar sobre quê? A ele apetece-lhe falar sobre a bruxa que havia na rua dele, mulher de um latoeiro chamado Pardal. Ela dizia a iemanjá e ele pensava o que caralho é a iemanjá?, pensava exactamente assim. Indiferente às elucubrações dele, a bruxa, que também era vizinha, continuava a falar, a falar, a falar. E ele continuava a pensar, é importante não confundir passo com paço, compasso com com passo. A homofonia é fodida. E agora? Às vezes ele diz os sociólogos melhores são os mortos. Não é provocação, é sentimento. Os vivos reproduzem a inutilidade, expandem-na, como espuma de poliuretano. Tudo fodido, tudo social. A propósito de social, a ele acontece apetecer-lhe frequentemente batatas fritas às rodelas escorridas sob papel pardo e pudim flan. Fast food à moda antiga, ao pudim chamavam instantâneo. Mas não era, demorava mais do que um instante, o caralho do mandarim tinha que ir ao lume e depois tinha que arrefecer para não fazer doer a barriga. Tempos fodidos, os da espera. Muita ponta dos dedos queimada, muita unha revestida com açúcar caramelizado para lamber e compensar a dor, às vezes dor do caralho, com direito a bolha. Coisas simples, portanto, de quando menino, de quando ele já dizia o caralho com as sílabas todas e a tónica certa, como manda a puta da sapatilha. Regressando à parte interessante do enredo, a meio da rua dele, no encontro com a travessa dos poços, em frente ao hospital velho - nunca houve hospital novo, é mesmo assim, o que é que se há-de fazer? -, em muitas ocasiões ali estava a bruxa, casada com um latoeiro mirrado, meio corcunda, que fazia regadores em miniatura a partir de latas de milo para ele, e ela falava sobre a iemanjá e invectivava qualquer circunstante que passasse para o grémio da lavoura ou para aquele lado. Na volta não repetia as imprecações. O que estava dito, pragas ou o caralho, ela não repetia. Havia naquele exercício um método, uma sistemática filha da puta. Porém ele não se impressionava com aquela loucura, sentia apenas o incómodo de a conseguir tolerar, de lhe dar atenção, e, por aí, sentia a culpa de a incentivar. Em rigor ele não sentia culpa, tinha o cérebro ainda fresco, antes da gestalt, mas já não antes da gestapo, porque lá em casa havia livros do major Alvega e alguém explicou-lhe que havia uns maus piores do que os maus, péssimos, caralho, tentava ele impressionar com o domínio dos graus dos adjectivos. Até que um dia ele conheceu o Rabah Madjer. E estava tudo escrito, que haveria de ser feliz, mais ainda, apesar de entretanto ter padecido sob o Wrexham e o consulado do mister Ivić. A primeira vez que viu Rabah Madjer a jogar foi em gijón, ele sentado no café central, tinha faltado à última aula do dia, mais do que passado a português, em mil novecentos e oitenta e dois. Havia duas alemanhas, a ddr, do lado de lá, e a fdr, do lado de cá - aqui chamavam-lhes rda e rfa. Porquê duas?, ele sabia mal. Estava relacionado com o comunismo ou o caralho. No primeiro jogo do grupo dois da fase final do campeonato do mundo realizado em chão espanhol, os alemães do lado de cá foram derrotados pelos argelinos, dois um. Madjer, aquela cara foi fixada, marcou o primeiro golo da partida, após Schumacher ter dado o corpo a um remate de Belloumi, que ressaltou para a direita do ataque argelino, onde o com o número onze nas costas surgiu em passe de bailado, a tocar a bola com souplesse, facturando (prova vídeo). De onde vinha aquela criatura? E, depois da bola ao centro em consequência do empate por Karl-Heinz Rummenigge, aquela jogada que valeu o segundo golo dos argelinos? O que era aquilo? Schumacher na baliza, Hans-Peter Briegel lateral esquerdo com as meias para baixo, Paul Breitner um barbudo, Pierre Littbarski um canhoto franzino, Felix Magath com cabelo, Horst Hrubesch parecia um velho careca, Uli Stielike lateral direito disfarçava melhor a velhice, e Rummenigge, tudo gente esforçada, boa de bola - Hrubesch era um bocadinho tamanco, mas tinha uma força descomunal, para quem parecia um velho -, estavam a ser batidos por uma selecção de criaturas com nomes mais estranhos do que os alemães. Rabah Madjer. E Belloumi e Kourichi e Dahleb e Zidane. O caralho. Que mundo era aquele? Segismundo.

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2009-12-02


Coçar tatuagens, ii. Quem deposita confiança é o caralho e não é por confiar, é para confiar, foder. Bruce Bílis.

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meia hora, ii. ele tinha a face assente no peito dela, aconchegou a cabeça aí. ela acudiu-o, ao mesmo tempo passou os dedos pelo cabelo dele e disse sinto chover no meu coração. ele procurou outra posição para a cabeça mas acabou por arrumá-la onde estava, estendeu um braço até a um ombro dela para a confortar e confortar-se, e discordou, isso não é possível, eu não estou a chorar. não estarás com azia? O Marquês.

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2009-12-01


Restauração redux. Abundam os exemplos das relações desiguais entre o estado e os interesses, difusos ou organizados. Nuns casos o estado impõe-se – e os gentios sofrem –, noutros casos o estado retrai-se ou amocha – e uns senhores safam-se. É o festival do costume, porém agora mais exposto. Não obstante a constatação da incapacidade crescente da política, continua a ser difícil aceitar o estado como menos potente do que é anunciado pela doutrina oficial e presumido pela generalidade dos gentios. Daí que tenda a resistir a ilusão da omnipotência do estado, cuja força maior deriva do não reconhecimento da fraqueza crescente que o afecta. Adiante. Apesar do imaginário, soberania nunca significou omnipotência. Do mesmo modo, independência nunca foi sinónimo de omnipotência. Não espanta, pois, que a pátria ditosa se concretize cada vez mais como comunidade enganada que se engana para poder continuar a enganar-se. Aliás, a democracia que há em portugal tem a virtude de permitir a ilusão, inclusive a ilusão da ilusão, num processo fomentado sobretudo pela hipocrisia. O conforto em relação ao desespero é tão bem fingido que, salvo emigrantes, suicidas ou tontos, ninguém quer mudar, deixar de ser português. É esta contingência egrégia, com uma aduela de língua, quase nada, que continua a segurar isto entre o mar e os espanhóis e o resto. Nicky Florentino.

Referência



Restauração. Portugal é uma etiqueta. Olivença que se foda. Saramago também. Segismundo.

Referência

2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).