<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5515885\x26blogName\x3dAlbergue+dos+danados\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://alberguedosdanados.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://alberguedosdanados.blogspot.com/\x26vt\x3d-3105585526933720520', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2013-05-27


Senha número cinquenta e cinco milhões. As coisas são o que são. Não obstante, por motivo que não é fácil de discernir por quem não tenha competência treinada para sondar as almas e os vãos que elas habitam, há quem, por exemplo, cisme em chamar alheira a uma morcela. É este chamamento produto de uma espécie de daltonismo aplicado às coisas? É arte?, poesia, se for. Se um artista, por operação artística, pode chamar fonte a um urinol, por que motivo um presidente de câmara municipal, por operação política, não pode cantar que faz o que não faz ou que não faz o que faz? Claro que pode. Tem que viver-se inclusive com quem chama alheira a uma morcela. O que não significa que se tenha de ou que acompanhar, menos idolatrar, modo tão idiossincrático de nomear peças de charcutaria, apenas por que há quem isso e não se incomoda com o facto de enganar-se ou enganar os outros. Percebe-se que haja quem viva e conviva confortavelmente com o engano, do mesmo modo que há quem viva e precise de viver do engano alheio. A lição é bastante antiga. Ainda assim, quanto mais não seja por comunidade e economia de orientação, talvez não se viva pior sem confundir a beira da estrada com a estrada da beira. Uma alheira é uma alheira, uma morcela é uma morcela, duas alheiras são duas alheiras, duas morcelas são duas morcelas, um presidente de câmara municipal, um especificamente, é o que é mas não só. Segismundo.


Blogger Raquelsav said...

É... por vezes confunde-se mesmo "a obra prima do mestre com a prima do mestre da obra"!  


Anonymous Cuco de Arribação said...

Ou confundir a Estrada da Beira com a beira da estrada. É tudo semântica e vai dar tudo ao mesmo. É como fazer alheiras ou chouriços, que é um processo que partindo doutro − o do extrair a merda produzida pelo trânsito intestinal da gula de alguns animais − expurga tripas dos seus excrementos para produzir outros enchidos semelhantes para servir a gula de outros animais, agora racionais. Fora os diferentes aproveitamos seguintes o resultado é sempre merda. Às diferentes aparências que se escondem atrás destes processos não é “alheira” a condição dos seus consumidores serem ou não animais racionais, “cristãos novos” ou simplesmente “gentios”. Estes comem merda e produzem e reproduzem merda. Até quando? Talvez até começar a chamar toda a merda pelo seu nome.  


Enviar um comentário

2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).