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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2013-03-20


isto não é matar por amor, vi. isto é apenas um teaser, tanto amor, haveria de dar em quê?, que chegou atrasado. uma ideia. vêem-se as bolhas que a sugerem, arrumadas na direcção do que parece ser uma sombra. também pode ser um vulto. no interior do balão, a bolha maior, está isto. aos quarenta anos, inaugurada na idade que te começa a falir como balzaquiana ou loba, quem és tu?, o que ainda queres ser?, se continuas a precisar de ser. faz-te a morte o que podes continuar, que eu, já não sinto força para dizer que jamais te esquecerei, ainda não te esqueci. e depois, depois de ler-se o balão, fixa-se um poema com o título o sexo, composto só por um verso, faz-te a morte, que, faz-te a morte, é o que alguém repete em voz alta para compreender e acomodar a perda, um amor zombie, que já não existe como continua a existir. prova?, sente-se ainda a dor a desaparecer, como se isso estivesse a começar a acontecer, embora esteja a começar a acontecer outra vez. outra vez. outra vez. outra vez. outra vez. outra vez. outra vez. não é apenas a morte que separa. O Marquês.


2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).