<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5515885\x26blogName\x3dAlbergue+dos+danados\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttps://alberguedosdanados.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://alberguedosdanados.blogspot.com/\x26vt\x3d-7878673483950887896', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2009-05-29


cabaret rimbaud

# x
. o corpo é um empréstimo que pagamos com a vida. não é importante a jangada. basta uma intermitência no náufrágio para se perceber a metáfora do que nos ultrapassa absolutamente. ninguém morre afogado nessa experiência. o que importa é esquecer. o esquecimento reabre a oportunidade para continuar sem muitas perguntas. as perguntas atrasam a missão comum. já não é tempo de antropologia, já não é tempo de ressaca ou porquês. a civilização precisa de nós e produz-nos para si. há um efeito de comando que nos suscita a vontade, o que faz com que a vontade seja a função e a utilidade pela qual se cumpre uma necessidade sem autor, uma necessidade de ninguém e, porque de ninguém, supostamente de todos e categórica. somos morais e culpados. portanto necessitados de expiação pela conformação. com a intensificação do processo de domesticação, os desejos foram sendo perdidos. estão quase extintos. sobeja a tesão e pouco mais, em contradição com a indústria de querer que conduz cada um de nós, como se a vontade fosse autenticamente nossa e não consequência de uma marca registada que nos puxa pela aspiração que sentimos. o despojamento é a forma única de resistência. para que seja evitada e permaneça o cárcere, chamaram-lhe miséria e loucura. a liberdade passou a ter outros nomes. Edgar da Virgínia.


2003/2020 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).