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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2008-11-20


o Antero da carpintaria. deus fez os riachos cristalinos para que, ao debruçar-se sobre o plano da água, qualquer pessoa pudesse verificar aí o rosto da culpa. a mania de lavar a cara surgiu na sequência de, ao saciar a sede, alguém ter observado a sua face reflectida na superfície aquática e não ter gostado do que viu. o rapaz escutou-o ao mesmo tempo que, com o amparo dele, recebeu a trave nos ombros. passou os braços sobre ela, flectiu as pernas e deu um impulso ligeiro para consertar a canga. melhorou o apoio da trave nas suas espáduas. depois, como uma espécie de Atlas, avançou em direcção ao ribeiro. vai com cuidado, vê bem onde pões os pés, recomendou ele ao rapaz. parecendo carregar um fardo de falcas, o rapaz avançou cambaleante, passou pela plaina e dirigiu-se ao portão traseiro da carpintaria. já do lado de fora, ao aproximar-se do ribeiro, assentou os pés como se estivesse a fazer a prospecção do terreno argiloso. passos seguros. a carregar a trave de madeira como se estivesse prometido à crucificação, o rapaz chegou-se ainda mais à margem do ribeiro. entretanto ouviu-se um silvo, depois o som abafado de um impacto. por causa do barulho ensurdecedor da maquinaria a funcionar, dentro da carpintaria ninguém se apercebeu do sucedido. mais abaixo a água do ribeiro começou a passar turva, primeiro tingida com uma cor barrenta, depois a parecer vinho. foi quando o Antero gritou. O Marquês.


2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).