O único motivo. Sinto o meu corpo a reclamar-te. É um sentir que queima, que precipita ainda mais a vontade. Não digo qual. Quero-te. Não sei se o posso dizer, se me é permitido dizê-lo. Mas quero-te. Enquanto te espero, parece-me que a casa cresceu em vazio. Não sei do rio, não tive coragem de o procurar hoje. Agora vou esquecer-te para te poder sonhar. É este o único motivo porque vou adormecer. Boa noite. Escreveu-lhe ela. Segismundo.
