Modos de perdição. Por que é que não te entregas?, demandou ela explicação. Porque sou meu, demasiado meu, respondeu ele. E acreditas nisso?, insistiu ela. Não, acredito na minha solidão, disse ele, é lá que me encontro e reencontro. E é lá que, mesmo que não tenhas consciência, te perdes, te perdes de ti mesmo, sem devolução, rematou ela, remate que ele sentiu como um soco nas vísceras. A solidão não se confunde com a perdição. Foi o que, por outras palvras, ela lhe disse. Segismundo.
