Inuendo. Ela, às vezes acredito que não existes, que nunca exististe. Mas depois, com a tua forma, a tua voz, o teu modo ausente de estar, os teus olhos, o teu cheiro, tu enganas-me e eu passo a acreditar em ti, na tua existência. E não sinto culpa por isso. Tu sentes? Ele, culpa?, sinto, mas não é por isso que me engano. É por estar a aprender a iludir-me melhor. Segismundo.
