O omnipotente que não ordena puto. O senhor presidente da República presume-se comandante supremo das forças armadas. Presume-se, em teoria e em ditado constitucional – o inefável mundo paralelo em que o dr. Sampaio presume existir –, mas não é. Se fosse, ele saberia o que raio duas corvetas da marinha lusa andam a fazer no cerco de uma barcaça com pavilhão holandês, estacionada por volta da dúzia de milhas a contar da costa da pátria. E poupar-se-ia à triste figura de dizer que o comandante supremo das forças armadas, o maioral de toda a magalada, vai pedir explicações ao senhor primeiro-ministro. Amanhã. Pois isso não é gesto ou conversa de comandante supremo. É, sim, de comandante suprimido, de marioneta. De António chamado tóino. Nicky Florentino.
