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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2005-12-08


Porque amanhã é sempre tarde demais. Em política, como no mais da vida, há dois modos de orientar a acção, pelos factos, a via empírica, e pelos princípios, a via lírica. Nenhum desses modos é chão garantido para o bom sucesso. O que tem como consequência que cada par de corpo e juízo seja simultaneamente uma bússula, o plano de pontos cardeais e o vector que sobre esse plano se projecta pelas direcções e pelos sentidos possíveis. Como corolário, decorre desta consequência que não há caminho antes dos passos, o único instrumento de orientação suficientemente calibrado para qualquer território ou lastro. O que significa que tanto a via empírica quanto a via lírica são linhas que permitem aceder ao limite, à máxima exuberância possível dos gestos, marrar contra o comboio. Quem se orienta pelos factos tende, depois, a apre(e)nder a dureza quase diamantina do comboio. Quem se orienta pelos princípios tende, depois, a apre(e)nder que há manias que geram dor de cabeça. É por isso que a democracia, no que é, é a plataforma feliz de aprendizagem da própria estupidez, tanto em escala singela quanto em escala gregária. E feliz porque, em paralelo, pelos erros, não obstante os erros, a propaganda da causa democrática infunde a esperança, anunciando a existência de futuro, bastando, para confirmar tal horizonte, a reparação posterior dos erros. É em relação a esta hipótese que os augúrios não são os melhores. Uma lenda conta que um tal Cristo logrou o mesmo, concedendo futuro barato - o nome do perdão redentor - a quem, em confissão, admitisse os seus erros e se dispusesse a penitência consonante. Acabou esse tal Cristo cravado num cepo crucífero. E calhou-lhe semelhante sorte porque o futuro é inevitavelmente a repetição, seja em áspero, seja em afinado, de um erro anterior, o custo diferido de um determinado investimento, o colhimento sem domínio do boomerang antes lançado. É por isso, por o passado ser também e ainda futuro, que o antes destina o depois. E é sempre assim. Como facto. Como princípio. E como fim. Nicky Florentino.


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