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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2016-05-30


errata d’helder, xii. página cinquenta e dois, linha três, onde se lê patrocínio deve ler-se latrocínio. Edgar da Virgínia.

Referência

2016-05-23


Do «óbvio ululante».© Não pasma que existam contratos em que associação signifique subvenção ou que abunde quem pretenda esse significado. Talvez seja da ingestão bruta de glifosato. Talvez não. Portugal é portugal. Sucede mais ou menos o mesmo fenómeno com a vaca voadora que o senhor primeiro-ministro decidiu ofertar à senhora ministra da presidência e da modernização administrativa. Não era vaca e o que fosse não voava. Embora gente importante e grave se tenha posto a fingir que sim e a sorrir. Les uns et les autres, a política tipo louvado seja o caralho. Nicky Florentino.
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© Nelson Rodrigues, O Óbvio Ululante: Primeiras Confissões, São Paulo, Companhia das Letras, 1993.

Referência

2016-05-22


De dois mil e quinze / dois mil e dezasseis. Terminou hoje a época futebolística no rectângulo. A do Futebol Clube do Porto foi para a piça. Não é que a do ano transacto já não tenha ido. E a anterior também e até mais. Ambas foram, que chegue. Porém não espojaram tanto a expectativa em relação à época vindoura quanto a actual. Recapitulando. Quase nada há a declarar sobre os misters Julen Lopetegui e José Peseiro. Que se fodam, um e outro, e quem os apoiar. Porquê? Porque, súmula, o futebol praticado pela equipa do Futebol Clube do Porto durante a época finda foi quase sempre mais estúpido do que uma carrada de mato. De uma equipa de futebol espera-se que jogue futebol. Que marque golos, não que os consinta como se fossem auto-golos. Bilhar às três tabelas, natação sincronizada, copular, frequentar vernissages, comer cataplana, disparar bagos de trigo com uma espingarda de pressão de ar contra gatos vadios, mascar pastilhas, curling, lavar as mãos após o alívio são exercícios diferentes. Que se fodam o Casillas, o Helton, o Maicon, o Martins Indi, o Marcano, o Chidozie e não só. Justifica-se mais ter saudade das manobras das strippers do Bada Bing! do que de vê-los, em singelo ou ao molho em combinação variada, em competição num relvado. Desde o outono passado revelaram escassez demasiada de competência, potência e veemência. Revelaram amiúde. Reitere-se. De uma equipa de futebol espera-se que jogue futebol. Não que seja um colectivo de fatias de fiambre da pá para estender sobre pão barrado com manteiga. Futebol não é para rimar com maciez, tenrura, putas finas, delicadas, inclusive aquela que olha para quadros de Paula Rego, espera que haja quem lhes dê os parabéns e afirma isso com boçalidade e pesporrência treinadas em academias ao sul do tejo. Bardamerda para o froufrou. O mesmo para a teoria da lotaria dos pontapés da marca de grande penalidade evocada hoje. As orelhas do Herrera?, uma vez. Os pés do Maximiliano Pereira?, outra vez. As mãos do Helton?, quatro vezes. A interpretação de København? A interpretação de Everett? O que é que interessam o tareco de Schrödinger ou os muitos-mundos? Equipa de futebol que seja isso vence, marca mais golos do que sofre. O resto é assunto para fagote e nenúfares, tragédia repetida. Intendente G. Vico da Costa.

Referência

2016-05-16


Página do livro das redundâncias dos pleonasmos, x. Orgia colectiva. Segismundo.

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2016-05-09


Página do livro das sentenças, lxxiii. Importam mais as adversidades do que os advérbios. Segismundo.

Referência

2016-05-02


Página do livro das pedagogias, x. Quem confunde cómico e irónico não distingue comédia e ironia, facto que tem tanto de cómico quanto de irónico. Segismundo.

Referência

2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).