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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2012-10-22


Página do livro das sentenças, lxiv. A queda é livre ou não é. Segismundo.

Referência

2012-10-19


Tempos interessantes. Há narrativas várias sobre a democracia, tantas quantas as concepções desse fenómeno. Tais concepções e narrativas fazem sentido no âmbito da mundividência que propõem, mundividência que, antes e como retorno, sustenta as concepções e narrativas que a propõem. Quando se testemunha alguém a afirmar que a democracia é isto ou não é aquilo, a afirmação estriba-se no complexo de proposições, orientações e operações que define e estabelece a perspectiva que suscita e permite tal afirmação. Considerada, analisada ou avaliada por uma perspectiva diferente, essa afirmação perde absoluta ou parcialmente o sentido. O que significa que o sentido não existe, existem sentidos. Salte-se sobre as cócegas e perplexidades que isto possa sugerir ou motivar, porque a estação não está para elucubrações e derrames de foro metafísico. Adiante. Parágrafo.
Quando se perspectiva a democracia em termos sociológicos - isto é, enquanto coisa que não é coisa ou não é só coisa mas talvez não venha grande mal ao mundo se for considerada para efeitos estritos de exercício enquanto tal, coisa que não é coisa ou não é só coisa sobre a qual as pessoas têm alguma ideia e com a qual se relacionam -, percebe-se que parte significativa da sustentabilidade da democracia assenta na ilusão que o processo democrático permite e demora para permitir. Há factores simbólicos, que orientam atitudes, valores e comportamentos, há factores institucionais, que também isso e aliviam uma parte das pessoas de uma implicação permanente ou frequente no processo político específico, uns e outros dos factores conferindo probabilidade, portanto oportunidade e densidade, à democracia. Além disto a democracia é animada pela tensão decorrente do modo como ideia e coisa da democracia se relacionam e encontram. O enunciado operacional da democracia é um enunciado axiológico, que estabelece um limite normativo orientador do processo social. De algum modo a democracia instituiu-se como apelo. Pelo que, se não há um contraste saliente ou grave entre ordem democrática e ordem não democrática, assim como entre as experiências que lhes correspondem, tende a experimentar-se o desassossego, por a democracia não ser e parecer não ser ainda democrática ou satisfatória ou suficientemente democrática. A ideia de défice democrático é um dos modos de expressar e representar narrativamente tal desassossego e um modo mais de sensibilizar para a dimensão ilusória da democracia do que de a expor ou denunciar. O problema maior da democracia e da ilusão pela qual a democracia consegue ser é que elas só são sustentáveis conquanto o horizonte apelante permaneça e haja disponibilidade suficiente para o considerar como possível. Ou seja, a democracia existe e subsiste apenas se existir e subsistir futuro. A operação democrática depende disso ou, pelo menos, da ilusão disso. Se o que se vislumbra como horizonte provável é diverso do horizonte estabelecido pelo enunciado democrático e pela experiência que decorreu sob ele, a disponibilidade para admitir ou crer que a democracia pode e há-de ser democrática diminui ou é bastante amortecida. Se as condições e circuntâncias que prejudicam tal disponibilidade se prolongam ou se demora demasido o efeito suscitado por essas condições e circunstâncias, a hipótese de futuro como que se apaga, apaga inclusive da memória. Sem a ilusão de que é possível a redenção, sem a ilusão de que há futuro e que aí é possível estar mais próximo do horizonte enunciado, portanto estabelecido e prometido, a democracia perde capacidade operativa e, perdendo isso, deixa de existir, deixa de existir ainda mais, inclusive como algo por que vale a pena lutar ou esperar mais. É o que está a continuar a acontecer em ritmo mais precipitado e intenso na pátria ditosa, processo em que o governo opera como catalisador, promotor e administrador da insolvência que está a promover, como se nunca deixasse de haver o amanhã que estava para haver. A opção é cada vez mais entre emigração, suicídio e homicídio. Pois até estar disponível para a revolução implica continuar a admitir que ainda há futuro. Não há, nunca houve, que fazer? Começar a mudar de ideias é complicado. É o mesmo que começar a mudar de manias e vícios, custa. Quanto?, o futuro que já não há. Pode ser que seja nada. Amanhã se verá. Até amanhã. Nicky Florentino.

Referência

2012-10-15


Nós e eles, ii. Pode tentar entabular-se diálogo com zombies. Tal não invalida que a solução melhor e mais recomendada seja enfiar-lhes uma bala na cabeça. Segismundo.

Referência

2012-10-08


Nós e eles, i. Há dois tipos de problema, ambos gerais e graves, um relacionado com a bandeira, outro relacionado com os zombies. Que fazer? Segismundo.

Referência

2012-10-01

Página do livro das latitudes, xxxi. Tem-se direito à vida. Porém a comida, a bebida e, se necessário, os medicamentos, deseja factura?, são a pagar. Segismundo.

Referência

2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).