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Albergue dos danados

Blog de maus e mal-dizer 

2009-01-30


Hipocrisia, o melhor de todos os regimes políticos. Um excurso.

1. Porque o processo democrático é um dispositivo de desilusão social, o cinismo preenche o espaço de amortização interior necessário ao regime, espaço entre a desilusão e o limiar de deslegitimação e que compreende as atitudes e os comportamentos de índole hipócrita. Atente-se.

2. Como qualquer regime, a democracia montada institucionalmente cauciona o exercício do poder. Mas fá-lo sobre a ilusão da dispersão equitativa da soberania pelos gentios e, portanto, pela sugestão de que - sendo o povo unido e soberano - não há dominados e menos ainda exercício de dominação. Ora é óbvio que no âmbito do processo democrático há dominantes, constituídos e escrutinados pela força do sufrágio ou da nomeação - e pelas forças sob tal força -, assim como há dominados, o granel dos gentios, vulgo povo. No entanto, na concepção encantada que é o projecto democrático, a dominação exerce-se através da burocracia e da aplicação sine ira et studio de regras gerais, operação a rogo e sob o nome e o interesse do povo, ó, o povo. De tal modo que os órgãos de soberania, embora eximidos prudente e sanitariamente de gentios, são concebidos e entendidos como expressão da vontade popular e como prosseguindo o bem comum.(1) A ficção não é apenas bonita, é também lustrosa e suscita a sensação de justiça, quando não de perfeição, ao ponto de fazer Pangloss parecer um pessimista deveras melindrado com a puta da vida.

3. Neste sentido, considerando um dos vectores da relação consubstanciada no princípio da representação política, o cinismo é uma das expressões da insubordinação democrática.(2) E é-o de modo sublime, porquanto, ao mesmo tempo que converge com os direitos e as liberdades fundamentais, concretiza o axioma da caravana que passa enquanto os cães rosnam e ladram. Por outras palavras, os gentios protestam, exercitam a voz, execram quem os governa e administra, mas os eleitos continuam eleitos e os nomeados continuam nomeados, a governar e a administrar, sob a garantia do respectivo mandato. É um facto que qualquer mandato pode ser interrompido, mas a interrupção acontece apenas quando verificadas determinadas condições e a maior parte das vezes o que desencadeia tal interrupção é a vontade do mandatado ou um procedimento com impulso e tramitação institucional, pautado por normas e conduzido por instância administrativa, política ou judicial, certificada e constituída - o que significa com competências atribuídas e reconhecidas - para o efeito. Na situação política ideal de autoridade, os gentios apenas poderiam latir, manifestar as suas dores ou os seus prejuízos, nunca rosnar ou ladrar, ameaçando e estorvando o processo de exercício político e administrativo corrente. Juízo com alcance e consequências maiores poderia ser exercido apenas em momento e circunstância de auscultação ou sufrágio. Porém a realidade é diferente. Os gentios manifestam-se, enquanto turba, largados na rua e constituídos em multidão - não em povo -, e manifestam-se difusamente através da opinião e do cinismo que exalam em atitudes e comportamentos. Mas, atenção, este é apenas um dos fluxos do cinismo de que se nutre o processo democrático.

4. Como cinismo paga-se com cinismo, as senhoras e os senhores constituídos por eleição ou nomeação não se limitam a ouvir os gentios a rosnar ou a ladrar e a sentir o incómodo e a inconveniência da hipocrisia popular. Em consequência, as senhoras e os senhores batem com a mão no peito, exigem respeito às massas assanhadas e insolentes e, en passant, derramam a declaração solene de serviço público, vertendo as orações de seriedade e de sinceridade que têm de ser e que, porque ficam sempre bem, as circunstâncias tanto ordinárias quanto extraordinárias recomendam. Como auferem em conformidade com as palavras difíceis e as siglas que sabem pronunciar, quem em prestação senhorial veste melhor do que os gentios, toma refeições em restaurantes caros e há até quem tenha direito a carro e motorista. Daí que senhoras e senhores abominem e maldigam os gentios, assim como a ignorância e a ingratidão que destilam e infunde o seu cinismo. Se e quando podem ou se proporcionar-se sem prejuízo de monta, as senhoras e os senhores, montados no mandato respectivo, mandam recado ou acertam contas com os gentios mais arrebitados ou que se reveleram mais belicosos e desagradáveis. Não obstante, à cautela, bendizem o povo, ó, o povo, que ninguém sabe bem quem é, porque a propriedade distintiva da democracia é justamente ser um regime de ninguém, zés incluídos. Para além disto, às vezes, porque as tentações são o que são, as senhoras e os senhores aproveitam e fazem pela vidinha e pelas conveniências, porque o bem comum, entendem, é também o proveito próprio - este está encapsulado naquele -, quanto mais não seja porque não mataram alguém e vivem da política como outras e outros já viveram ou vivem e, bem feitas as contas, não há-de vir daí grande mal para o mundo, porque o mundo é muito grande e o orçamento do estado também. E tudo isto é sublimado em honra e sem diluir a ilusão e a esperança dos gentios de que na próxima ronda eleitoral ou de nomeações os problemas poderão ser resolvidos tout court ou resolvidos de modo mais eficiente.

5. Porque tolera e, mais do que tolera, obriga o cinismo, o processo democrático subsiste assim. O que significa que, em tantas ocasiões usado como indicador de erosão do regime, o cinismo é afinal e simultaneamente um factor e um índice da sua resistência. Apenas num cenário de cinismo excessivo e duradouramene excessivo, de parte a parte, insensível ao estado da ficção democrática, é que tende a acontecer o desalento e o despudor e, daí, a consequente tentação de resolver radicalmente o processo democrático, substituindo-o por outro. Todavia tal insensatez não convém às mulheres e aos homens. E não convém, não porque contraste gravemente com o estado da alienação associado ao processo democrático, porque na tensão entre os cinismos possíveis, o senhorial e o de extracção gentia, acontece o governo e a administração da coisa chamada res publica. Não é edificante, é apenas uma segurança. Contra os desvarios dos gentios e contra os desmandos das senhoras e dos senhores em honras e sinecuras públicas. Bem vistas as coisas, vistas como elas são, antes a hipocrisia do que a tragédia. Nicky Florentino.
__________
(1) A expressão «bem comum» é estúpida porque, sendo «bem» uma categoria moral - e, portanto, gregária -, o bem é intrinsecamente comum. Caso não seja comum - isto é, seja particular -, o bem não é «bem», é outra coisa qualquer, benefício, proveito ou assim.
(2) Insubordinação é mais do que insatisfação, é insatisfação com consequência, ainda que não com tanta consequência que vá além da perturbação ou transmute definitivamente insatisfação em satisfação, qualificando dominados como dominantes.

Referência



As orelhas de mr. Spock. Não se sabe o que é que Freeport tem a ver com teleporte - are you out of your vulcan mind? -, mas, após ouvir-se falar do caso tantas vezes, o cenário chunga de Star Trek parece estar aí montado e a pátria ditosa dentro dele. É um filme autêntico, série bê, com produção nacional e tudo o que isto significa. Quanto à banda sonora, London calling é o nome da canção que se ouve. Nicky Florentino.

Referência



cabaret rimbaud

# viii
. enquanto extensão material, o corpo é a peça nua que nos concretiza. às vezes o delírio ilude este facto e, sucede, confundimos o corpo com o espaço, o corpo com o chão. embora haja uma certa dificuldade em admitir a ocupação ou o preenchimento do corpo pelo espaço, em muitas circunstâncias o corpo é o chão pelo qual nos sentimos levantados e preparados para a queda. quando o delírio passa, depois, percebemos que podemos renunciar à segunda dimensão do plano e continuar deitados. o que significa que, pelo corpo, somos também alcançados por uma certa felicidade, a felicidade que é consequência da queda. Edgar da Virgínia.

Referência

2009-01-29


Diálogos, v. Uma vez, a propósito de algo que não recordo, eu disse isso é debalde. Ele, com severidade, talvez exaltação, não sei, exclamou é Sebald o caralho. Por instantes fiquei espantada, mas depois, percebida a confusão, tentei esclarecê-lo, ó amor, eu disse debalde, não disse. Ele interrompeu-me e completou Wilfred Georg e, foda-se, ainda bem, ó querida, porque está a doer-me a cabeça. O meu amor tinha muitas dores de cabeça que resolvia com ácido acetilsalicílico. A viúva.

Referência



conferência apache, vi. bem vistas as coisas, a Deolinda não é uma pessoa como as outras, do mesmo modo que um pastor não olha para todas as ovelhas do seu rebalho com fascínio igual ou afecto semelhante. leo david t.

Referência

2009-01-28


À paisana. E não é de descartar a hipótese de haver uma relação intensa e profunda entre o tipo de fissura provocado e o calibre do factor provocador ou a alçada conseguida por tal factor ou a matéria - no sentido em que há umas que são mais contundentes do que outras - de que é feito ou as infusões teáceas bebidas durante a infância ou o Jack Bauer. Seja como for, no fundo, porque é uma questão de fundo que está em causa - e também de mania, como a afirmada pelo Filipe -, o caso resolve-se melhor com toque do que com visão ou oftalmologia. A viúva.

Referência



Isto não é um pedido de declaração de insolvência, ii. O meu amor é que sabia responder a perguntas sobre Updike. Agora, em zombie, só grunhe, se e quando grunhe. Deve ser porque, coitadinho, continua com a alma atormentada. A viúva.

Referência



Isto não é um pedido de declaração de insolvência, i. Face a face com Heinlein, não com Wells. Sou sobretudo um problema de lugar, não um problema de visibilidade ou aspirante a argonauta do tempo. A viúva.

Referência



o senhor Albuquerque. vamos facilitar as coisas, tu vestes um vestido de noite, eu levo casaco e gravata. acendemos a lareira, encomendamos uma pizza, bebemos vinho de uma garrafa cara. também podemos optar por hamburgueres. big mac é o que preferes, não é? o vinho mantém-se, não abdico do vinho. bebemos café, tu descafeinado, que não sei se é café. vemos um filme, uma comédia romântica, nada de Woody Allen. eu ponho o meu braço sobre os teus ombros. depois conduzo o carro porque sou homem e tu podes chorar porque és mulher e costumas emocionar-te no cinema. eu passo a mão pelo pára-brisas, para o desembaciar, e tu guardas as mãos entre as pernas, como um miúdo envergonhado, por causa do frio. eu ligo a chauffage. fumamos, tu sg lights, eu marlboro - deixei as cigarrilhas. circulamos devagar, espreitamos a lua e os néons da cidade, vemos as montras e as putas encostadas à parede nas esquinas. se tudo correr bem, tu não gritas e eu não te magoo. O Marquês.

Referência

2009-01-27


Passionless, pointless. O amor é uma droga lenta. A capacidade de amar surge apenas depois dos gritos e das acusações infundadas. É da falta de fundamento que se passa à afeição. A viúva.

Referência

2009-01-26


Salve-se quem puder. O cérebro do senhor secretário de estado adjunto e da justiça é encastrado? Ou é apenas um órgão indefeso e, portanto, como as automated teller machines, dispensável, porque suscita a cobiça dos meliantes? Nicky Florentino.

Referência



Novena. A pátria, ó a pátria, a lei, a ética, o cinismo, a responsabilidade, os civis, os administrativos, o código de uns e o código de outros, e sobretudo o envelope nove, o envelope número nove, pelo qual orações, as últimas, foram derramadas em vão. Levitate me, ó vida mais putinha do que eu, leva-me sobre a colónia penal até ao chão dos justos, leva-me. A viúva.

Referência



melancolia zündapp

# xxiii
. o lado perfeito do coração é o avesso. Edgar da Virgínia.

Referência

2009-01-25


O meu zombie querido manda dizer que disse, vi. Serge au sushi o caralho, o gajo é carnívoro. A viúva.


© Micro Audio Waves, “Serge au sushi” (in No Waves, N_Records, 2004), ao vivo em Paris, em 2005.

Referência

2009-01-24


E à fizeste o meu amor matar-se, ii. Embora também não solicitadas, as minhas respostas são versos de canções dos The National, para chatear o meu zombie querido e embirrar com a grande bisca lambida com a mania das correntes. A viúva.

um á: és homem ou mulher?
um bê: Karen, I’m not taking sides (in “Karen”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005).

dois á: descreve-te.
dois bê: underline everything, I’m a professional in my beloved white shirt (in “Squalor Victoria”, in Boxer, Beggars Banquet Records, 2007) e another uninnocent, elegant fall into the unmagnificent lives of adults (in “Mistaken for Strangers”, iin Boxer, Beggars Banquet Records, 2007).

três á: o que é que as pessoas acham de ti?
três bê: já me disseram you’re on the rocks in a two-piece suit (in “Anna Freud”, in The National, Brassland Records, 2001) e you’re cussing a storm in a cocktail dress your mother wore when she was young (in “Wasp nest”, in Cherry Tree, Brassland Records, 2004) e até me segredaram ao ouvido one time you were a good rabbit (in “Trophy wife”, in Sad Songs for Dirty Lovers, Brassland Records, 2003).

quatro á: como descreves o teu último relacionamento?
quatro bê: everything has all gone down wrong (in “Abel”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005), mas às vezes ainda pergunto if I were a spy in the world inside your head / would I be your wife in a better life you led? (in “Bitters & Absolut”, in The National, Brassland Records, 2001).

cinco á: descreve o estado actual da tua relação.
cinco bê: I melt like a witch and scream (in “Baby, we’ll be fine”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005), o que significa que we’ll fight like girls for our place at the table (in “The geese of Beverly road”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005).

seis á: onde querias estar agora?
seis bê: they say in this place you can reinvent yourself (in “You’ve done it again, Virginia”, in Lit Up, Beggars Banquet Records, 2005).

sete á: o que pensas a respeito do amor?
sete bê: nothing else moves that way, are you kidding me? (in “All dolled-up in straps”, in Cherry Tree, Brassland Records, 2004), mas, se tiver mesmo que ser, fill her coat with weapons and help her get it on (in “Val Jester”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005).

oito á: como é a tua vida?
oito bê: sigo o lema don’t be a nightingale for anyone’s space to fil (in “American Mary”, in The National, Brassland Records, 2001).

nove á: o que pedirias se pudesses ter só um desejo?
nove bê: não sei, algo entre burn yourself alive and join the monster squad (in “You’ve done it again, Virginia”, in Lit Up, Beggars Banquet Records, 2005) e I’m so sorry but the motorcade will have to go around me this time (in “All the wine”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005).

dez á: escreve uma frase sábia.
dez bê: bad blood for everybody (in “Lit up”, in Alligator, Beggars Banquet Records, 2005).

Referência



E à fizeste o meu amor matar-se, i. Embora não solicitadas pela grande bisca lambida com a mania das correntes, após consulta mediúnica minha, as respostas do meu zombie querido são versos de canções dos Yeah Yeah Yeahs. A viúva.

um á: és homem ou mulher?
um bê: well, I’m just a poor little baby (in “Y control”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

dois á: descreve-te.
dois bê: well, sometimes I think that I’m bigger than the sound (in “Cheated hearts”, in Show your Bones, Interscope Records, 2006) e I hear it in my head real low (in “Turn into”, in Show your Bones, Interscope Records, 2006).

três á: o que é que as pessoas acham de ti?
três bê: boy, you’re just a stupid bitch (in “Black tongue”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

quatro á: como descreves o teu último relacionamento?
quatro bê: she was a primal institution (in “Mystery girl”, in Yeah Yeah Yeahs, Shifty Records, 2001).

cinco á: descreve o estado actual da tua relação.
cinco bê: isto é um bocadinho difícil ou o caralho, pá, visto que estou morto, mas vou tentar. unzipped, she doesn’t exist (in “Rich”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

seis á: onde querias estar agora?
seis bê: out of my mind (in “10 x 10”, in Is Is, Interscope Records, 2007), mas why hurry when I’m home (in “No no no”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

sete á: o que pensas a respeito do amor?
sete bê: good, good things happen in bad towns (in “Honeybear”, in Show your Bones, Interscope Records, 2006) e there is no modern romance (in “Modern romance”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

oito á: como é a tua vida?
oito bê: foda-se, não disse já que estava morto? os mortos não têm vida, têm descanso. like a killer’s wife (in “Miles away”, in Yeah Yeah Yeahs, Interscope Records, 2001), watching the murder of the wilds (in “Isis”, in Is Is, Interscope Records, 2007).

nove á: o que pedirias se pudesses ter só um desejo?
nove bê: you take me home, going to rocking zombie (in “Graveyard”, in Machine, Touch & Go Records, 2002), mas depois don’t tell me to fix her (in “Date with the night”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

dez á: escreve uma frase sábia.
dez bê: things are feeling thin (in “Pin”, in Fever to Tell, Interscope Records, 2003).

Referência



Cenotáfio do meu zombie querido


A culpa é dela, toda dela, essa grande bisca lambida. A viúva.

Referência

2009-01-23


O meu zombie querido manda dizer que disse, v. Isso do rating é o mesmo que, olhando a cara de um gajo, tentar adivinhar o tamanho da pila dele. Como é óbvio, a fita métrica é mais eficaz e padronizada. No entanto, para isto, é necessário pedir ao gajo que meta a pila de fora e à disposição. Como o pudor não consente tanto, mais vale adivinhar. É o que fazem as agências de rating, dar a um gajo a fama de ter a pila pequena ou grande sem lhe terem posto os olhos ou a fita métrica em cima. A viúva.

Referência



errata d’helder, vi. página vinte e sete, linha vinte e um, onde se lê pégaso deve ler-se pélago. Edgar da Virgínia.

Referência

2009-01-22


Página do livro dos googlemas. Quanto alguém pergunta como fazer o meu pénis gresser?, com ponto de interrogação e tudo, uma pessoa fica sem saber o que responder, porque gresser é seguramente coisa séria. A viúva.

Referência



Open cast heart. Temos de ser hardcore, classe média primeiro escalão, pequeno-burgueses com profissões artísticas, científicas, técnicas ou de enquadramento, temos de ser liberais, amar, foder e morrer com satisfação, ser rocknrollas, esquecer a propriedade, esquecer as propriedades, evitar passar recibos verdes, separar o lixo, ler jornais, ler romances, ver televisão, jogar com a playstation ou ter filhos para jogarem com a playstation - seja como for, ter uma playstation -, sorrir, apostar nos totos, usar o telemóvel para fazer apenas chamadas ou enviar mensagens e de vez em quando mandar toda a gente para o caralho, o que é uma espécie de devolução ou convite, porque é de lá que toda a gente vem ou é para lá que toda a gente vai. A viúva.

Referência



conferência apache, v. A Deolinda é simultaneamente bisca e carta fora do baralho, pelo que não vale a pena escondê-la na manga. leo david t.

Referência

2009-01-21


o senhor Lobo Antunes. por causa de um cabo para o ipod, que não encontrou, cuspiu na sogra, esbofeteou um dos sobrinhos, pontapeou o gato, o gato arranhou-o na cara, foi à casa de banho pôr água oxigenada nos sulcos lavrados pelas unhas do bicho, comeu a sopa fria - porque a mesa para jantar já tinha sido posta e o prato servido há bastante tempo -, gritou, esmurrou a esposa, a mão ficou a doer-lhe, partiu três copos e a terrina, mandou a bimby ao chão, empurrou uma cadeira contra o fogão, fez voar o pão e alguns talheres à altura das sanefas, disse quem me dera ser muçulmano para não sofrer assim, benzeu-se com o sinal da cruz e, por conta de toda esta agitação e dos gritos, o gato continuava assanhado, a jarra com flores de plástico que estava sobre o louceiro tombou e lascou, a esposa clamava com histeria foi a minha mãe que me deu esta jarra, não tinhas o direito de a estragar e ele, porque a lua não estava em quarto crescente, assestou mais umas porradas na esposa, na sogra que acorreu em defesa da filha e no sobrinho que ainda não tinha parado de chorar e, embora soluçando, parecia estar a querer começar a uivar. O Marquês.

Referência

2009-01-20


Isto não é o que é. O senhor presidente do banco de portugal disse que a crise que assola a pátria ditosa é «mais séria» do que foi admitido antes. Aqui «mais séria» significa «mais grave», «pior do que a Deolinda», «valha-nos deus». Tal e qual como em relação ao senhor dr. Vítor Constâncio. A viúva.

Referência



Diálogos, iv. Antes de ser zombie, o meu amor gostava de andar devagar à chuva e quando chegava a casa dizia gosto da electricidade que a chuva me descobre no corpo. Depois de ele dizer isto, tentei muitas vezes perceber porquê? Mas ele, ó querida, isso é uma pergunta do caralho, levava a conversa para um plano estranho e começava a falar sobre Rorty ou a fazer-me perguntas sobre Lévinas, até que eu, foda-se, ó amor, tenho que me levantar cedo amanhã, ia escovar os dentes. A viúva.

Referência

2009-01-19


Lúcia no céu, ii. Diante a crise, o senhor eng.º José Pinto de Sousa só não quer ser acusado de, enquanto senhor primeiro-ministro, nada ter feito ou de ter ficado quieto. Este indício de frenesi não é augúrio bom. Entre outros motivos porque a criatura não parece incomodada com o facto de, por fazer algo ou mexer-se, poder agravar a situação da pátria ditosa e, por efeito de cúmulo, do mundo. Por um lado, isto tem o seu quê de compreensível. O que é que o fulano há-de fazer pior? Mas, por outro lado, isto é de suscitar apreensão, por ser sabido que há morrer do mal - que é a crise - e há morrer da cura - que é o colégio governamental socialista a fazer algo ou a mexer-se. Imagine-se o senhor eng.º Mário Lino a esfregar as mãos e a bater os pés como quem dança sevilhanas. Ou o senhor doutor Manuel Pinho a fazer contas de cabeça e a prova dos nove com os dedos. Ou o senhor dr. Alberto Costa a abanar a anca e a fazer piruetas. Ou o senhor ministro do ambiente, do ordenamento do território e do desenvolvimento regional, que ainda deve existir, a fazer prova de vida, vá lá, esfregando ou piscando os olhos ou assim. Nicky Florentino.

Referência



Lúcia no céu, i. Às vezes o senhor eng.º José Pinto de Sousa vai ali e volta diferente, a ver e a dizer coisas que não viu e não disse antes. Será que a crise abriu-lhe a cabeça ou deu-lhe a volta à moleirinha? É que seria de ficar mais sossegado se lhe desse para ver o céu diamantino. Nicky Florentino.

Referência



Efeito de corpo, efeito de cadáver. Tenho saudade dos concertos para máquina de escrever. São sendas ínvias, memórias dos combates com o extremos das folhas e o papel químico, da campainha a seis caracteres do final da linha. A mecânica, não a quântica, a da certeza, faz-me falta. A viúva.

Referência



borges bolero

as vozes primeiras, áticas, pronunciaram o anúncio e o aviso, cuidado. depois os versos ficaram em espera e as vozes extintas. os mistérios tornaram-se imediatos, as horas negras e vazias. havia vísceras estendidas entre a porta mais próxima e o terraço onde estavam os espectadores. a atmosfera misturava ansiedade, curiosidade e fantasia. havia também um minotauro perdido nos corredores. o cenário parecia feito com celofane, frágil. alguém ajoelhou-se na sua sombra, procurando aí abrigo. não havia vitrina que protegesse os espectadores. o lugar não era um estúdio e não havia indicações de saída de emergência. as paredes translúcidas revelavam a agitação dos vultos. os mugidos aproximavam-se. faltavam os jardins, faltava a topiaria. faltava a dança. Edgar da Virgínia.

Referência

2009-01-17


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte um


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.



em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte dois


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte três


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte quatro


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte cinco


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte seis


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte sete


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte oito


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.


em nove vidas quantas vezes há uma?, # parte nove


© Robert Taylor, The Nine Lives of Fritz the Cat, 1974.

Referência

2009-01-16


Diálogos, iii. Uma vez perguntei-lhe qual é o tamanho do teu amor por mim? e ele respondeu-me é grande como o caralho. Percebi que há coisas que, embora as mesmas, podem ter dimensões diferentes, consoante a oportunidade, consoante o estado, consoante a intumescência. A viúva.

Referência



Página do livro das pedagogias, ii. Morrer de amor ou morrer por amor é, de qualquer modo, morrer em vão. Do baú (do Segismundo).

Referência



melancolia zündapp

# xxii
. às vezes os corpos crescem demais para trás. não têm mais identidade por causa disso, compensam-se apenas em memória ou (ar)rasto, aproximam-se do fim. Edgar da Virgínia.

Referência



© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 615.

Referência

2009-01-15


À grande vitesse. Em termos políticos, o tgv está para a senhora dr.ª Manuela Ferreira Leite como a senhora dr.ª Manuela Ferreira Leite esteve e estará para o tgv. Como se nada fosse. Nicky Florentino.

Referência



Nunc et in hora mortis nostræ. O senhor cardeal patriarca, que é católico, apostólico e o raio que o parta, sabe o que diz sobre o casamento de moças devotas do menino Jesus com moços virados para o quarto lunar crescente. Mas não sabe tanto quanto o senhor reitor do santuário de Fátima anterior, para quem, há quem recorde?, o motivo para divórcio depende do grau de agressão do homem à mulher. Disse o senhor monsenhor Luciano Guerra, “há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos” (in Notícias Sábado, suplemento do jornal Diário de Notícias, n.º 50591, 6 de Outubro de 2007, p. 18). Isto, claro, se o indivíduo for inclinado ao credo católico e tal. Porque se for inclinado ao credo muçulmano, então, como é sobejamente sabido e nunca é demais avisado, desde o princípio o caso muda de civilização e natureza, natureza que há só uma. A viúva.

Referência



O meu zombie querido manda dizer que disse, iv. A mim, agora, ninguém me fode. Não é uma questão de determinação ou vontade, é uma questão de condição. A viúva.

Referência



conferência apache, iv. a Deolinda tem o nível de profundidade de uma excrescência. leo david t.

Referência



© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 614.

Referência

2009-01-14


Já temos mais um ouvinte do «Deus dá nozes» em linha, boa noite, ora diga, se faz favor. Olá, o meu nome é Jesualdo, estou a ligar da Madeira, vim cá, sou mais ou menos pastor, ouço falar muito na vci mas não sei o que é, nunca fui ao lidl e estou interessado em frequentar um curso de administração escolar e de condomínios, embora não saiba onde há e quanto custa. Quem quiser ajudar, pode ligar para o xxxxxxxxx e deixar recado depois do pi, se fizer favor, porque é assim que o aparelho funciona. Também gostava muito de ter uma máquina para cortar relva com motor a gasolina, para eu poder tirar a tampa do depósito, snifar e, depois, ir imaginar jogadas de curling para a minha assoalhada preferida. Muito obrigadinhos. Intendente G. Vico da Costa.

Referência



Deus não é argentino, iii. Para deus, o mundo é um campo de caça, com almas à discrição, mártires também. Virgens no paraíso há só levadas e em cadáver. Do baú (do Segismundo).

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diário dos canibais, iii. Tomás não se mostrou surpreendido e disse confirmo, era tão doce e tenra quanto, após prova, havia admitido antes, com a vantagem de, assim, não se sentir o incómodo da penugem púbica no palato. O Marquês.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 613.

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2009-01-13


Varejar. Está na hora de revolveres as algibeiras, de mostrares tudo o que tens e o que não tens, de seres feliz, porque lograste chegar ao patamar do dezoito - chegaste tarde, mas mais vale tarde do que nunca -, não te ficaste pelo patamar do dezassete. Medraste. No fim, fim que foi depois do fim, medraste um, mais um, ainda um. Medraste. E a honra, puta fingida, sempre contigo, como é connosco e, dizem, é prática comum. A viúva.

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Mundinho. Cumpre erguer e deixar a pairar o pavilhão pátrio desfraldado. Defraudado também, mas isso agora nada interessa, porque o destino levou e levará longe e às alturas, ó exemplos e ó hosanas, o CRsete e o cão d’água português. A viúva.

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Diálogos, ii. Havia muitas coisas que não havia ou, havendo, eram quase nada nele. Ele dizia muitas vezes tu não me fodas, querida. Nunca percebi se ele não tinha paciência ou se a paciência era o seu recurso mais escasso. A viúva.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 612.

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2009-01-12


Dancing days. Quando o jogo político se torna o jogo do calendário eleitoral e do ritmo dos procedimentos fundamentais de um regime suportado em sufrágios está revelado o quão chão e pungente é tal regime e quem o protagoniza. Nicky Florentino.

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Baixar as calcinhas. O governo - parece que é este o nome da coisa - aprovou um decreto-lei que, em dois mil e nove e dois mil e dez, permite à administração pública adjudicar por ajuste directo - portanto dispensando concurso - empreitadas cujo contrato monte até *cinco milhões, cento e cinquenta mil euros* assim como adquirir ou locar bens móveis e adquirir serviços cujo contrato monte até *duzentos e seis mil euros* (vide ponto 2 do comunicado do conselho de ministros de trinta de dezembro de dois mil e oito). Para além do governo ter definido valores baixos - podia muito bem ter estipulado valores superiores, da ordem da grandeza daquilo do bpn ou do bpp - e apenas para dois anos civis - podia muito bem ter estipulado tais regras até acontecer o apocalipse -, a decisão governamental é mais ou menos equiparada a andar sem calças no metropolitano da capital. Isso é com cada qual, está bem, pode até ser bonito para vista, do mesmo modo que pode originar choque ou suscitar entusiasmo. Seja como for, o termómetro não aconselha disparate tamanho. Ou desgoverno do género. Está frio, está para agasalho e juízo. O que não significa que em Portugal os concursos públicos sejam garante do que quer que seja. Aliás são mais ou menos o mesmo que usar calças no metropolitano. Está mais do que visto que não são necessários. Nicky Florentino.

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Diálogos, i. Com a mesma elegância com que ele dizia o Lacan que se foda, minha querida, eu, por uma questão de enfâse, nunca disse o Barthes que se foda, meu amor. A viúva.

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Deus não é argentino, ii. Não é a ler Dawkins que alguém esclarece se está para a salvação ou se está para a expiação. Do baú (do Segismundo).

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errata d’helder, v. página vinte e quatro, linha treze, onde se lê pleura deve ler-se neura. Edgar da Virgínia.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 611.

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2009-01-11


Duas áreas de explicação. Em termos futebolísticos, o mister Jesualdo Ferreira é uma espécie de trufa para os porcos. Intendente G. Vico da Costa.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 610.

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2009-01-10


© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XII, Dezembro, p. 609.

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2009-01-09


Página do livro dos googlemas. Com licença, rimas maléficas contra o Futebol Clube do Porto, puta que as pariu. A viúva.

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O meu zombie querido manda dizer que disse, iii. Jamais chamar mozzi a um animal de estimação porque estimação é estimação. A viúva.

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melancolia zündapp

# xxi
. todo o passado parece mais uma raiz do que uma sombra. consequentemente, porque arrastas o teu fundo, talvez não sejas o animal moribundo que afirmas ser. Edgar da Virgínia.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 557.

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2009-01-08


Vida, caso prático. Podemos imaginar ânsias. Podemos sofrê-las também. Podemos chorar os entes queridos e mastigar com indiferença em relação à sorte dos outros. Guerra é guerra. Podemos não pertencer à congregação do ódio, mas pretencemos obrigatoriamente à congregação dos ossos. Depois, às vezes, os músculos doem e tudo isto torna-se relativo. O domicílio morre-nos nas mãos. E a rua acolhe-nos como mastigamos. A viúva.

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Speed boat to heaven. Os rapazes têm a mania que foram feitos para rebitar. É por isso que renunciam às mulheres e, como qualquer serralheiro mecânico, preferem as gajas. Sem consciência do engano, apenas com vontade, julgam que as estampas do calendário existem em carne. E crêem-se mais possantes do que um motor de bordo, não sei quantos cavalos vapor, quando transpirar é o máximo de que são capazes. A viúva.

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conferência apache, iii. a Deolinda é uma espécie de iguana fúchsia, que darwin nunca viu. leo david t.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 556.

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2009-01-07


Deus não é argentino, i. Deus não morreu ou foi morto. O que sucedeu foi que tornou-se obsoleto e, portanto, inútil. Do baú (do Segismundo).

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 555.

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2009-01-06


O meu zombie querido manda dizer que disse, ii. O meu rei mago favorito chama-se Jack Bauer e não é do حماس. A viúva.

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O meu zombie querido manda dizer que disse, i. Isto já era mau quando vivo, não será pior ou melhor como espectro. Foda-se, caralho e cuidadinho três vezes. O vocabulário é o que melhor nos continua. A viúva.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 554.

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2009-01-05


cabaret baudelaire

# vi
. agravam-se os estímulos, torno-me grave com eles. sinto a distorção do ópio, digo-a. o mundo parece desacelerar e pairar com souplesse. desencarno-me. sinto a febre a subir, o corpo a fundir-se com o ar. já não estou em mim, mas permaneço senhor do meu alcance. conduzo-me por ele, expando-me. talvez regresse. Edgar da Virgínia.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 553.

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2009-01-04


© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 552.

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2009-01-03


© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 551.

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2009-01-02


errata d’helder, iv. página vinte e três, linha um, onde se lê aníbal deve ler-se canibal. Edgar da Virgínia.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 550.

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2009-01-01


conferência apache, ii. agitar a Deolinda antes de uso próprio ou impróprio. leo david t.

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© Hermann Melville (1853), “Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street”, in Putnam’s Monthly. A Magazine of American Literature, Science, and Art, Vol. II, n.º XI, Novembro, p. 549.

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2003/2017 - danados (personagens compostas e sofridas por © Sérgio Faria).